Magistrada, no entanto, explica que as investigações ainda estão em fases iniciais e, por conta disso, não pode considerar o lateral culpado
Daniel Alves está detido preventivamente desde o dia 20 de janeiro, quando se apresentou à Justiça para dar mais um depoimento sobre o caso – o jogador com longa passagem pela seleção brasileira mudou de versões quanto ao ocorrido em três momentos. Além de considerar que há provas suficientes, a juíza também avaliou que havia risco de fuga do atleta do país. A defesa do esportista de 39 anos, entretanto, entrou com um recurso na última segunda-feira, tentando liberar o baiano do Centro Penitenciário de Brians 2. Como justificativa, Dani Alves cita sua residência na Catalunha, além do fato de possuir algumas empresas no país europeu. Outro argumento é o fato que o contrato com o Pumas (México) foi rescindido e, desta forma, o acusado não teria obrigação de retornar ao país norte-americano. A defesa ainda afirma que Daniel Alves está disposto a entregar seu passaporte espanhol, pagar uma fiança elevada ou comparecer frequentemente ao tribunal. Por fim, ele também aceitaria utilizar uma tornozeleira eletrônica.
Os advogados de Daniel Alves ainda sustentam que seu cliente está diante de um cenário em que há espaço para questionar as provas coletadas no caso, dados os “não tão evidentes, contundentes e devastadores” elementos utilizados no pedido de prisão. A defesa argumenta ainda que há dúvidas se o relato da suposta vítima sobre o que aconteceu entre o casal no banheiro também poderia estar “adornado de elementos idênticos de distorção narrativa” e que as gravações desmentem “do modo mais radical o clima de terror e pavor” descrito pela mulher. Segundo a imprensa espanhola, no entanto, o relato da jovem condiz com as imagens das câmaras de segurança da casa noturna.
