Conflito entre os dois aumentou nos últimos dias após um ataque de Israel a um campo de refugiados em Jenin, na Cisjordânia ocupada, que deixou nove mortos
A viagem tomou um novo rumo com a recente escalada sangrenta da violência na região. Depois de se reunir com Netanyahu, Blinken deve se encontrar com seu homólogo israelense, Eli Cogen, e com o presidente, Isaac Herzog. A agenda do chefe da diplomacia norte-americano também inclui um encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967. Antes de chegar a Jerusalém, Blinken passou pelo Cairo, capital egípcia, onde apelou “à calma e ao apaziguamento das tensões”. Em uma coletiva de imprensa conjunta, seu homólogo egípcio, Sameh Shukri, defendeu uma “solução justa” para o conflito israelense-palestino, mais do que nunca paralisado. O Egito é um mediador histórico nesse conflito. Primeiro país árabe a assinar a paz com Israel em 1979, e vizinho da Faixa de Gaza, sob bloqueio israelense há mais de 15 anos, o Egito recebe tanto os chefes de governo israelenses quanto os líderes dos diferentes partidos palestinos.
*Com informações da AFP
